"O Movimento Acorda Lisboa fez um levantamento das "obras de arte" e destaca na poluição visual os GRAFITOS "que são verdadeiramente artísticos"."
"O GRAFITO de Santa Teresa d'Ávila é a expressão visual espontânea que inesperadamente irrompeu dos muros da cidade de Lisboa, em 1994(...)"
"A pensar no crescente número de apreciadores do GRAFITO, o proprietário de (...)"
"mistérios da caligrafia e introduz várias maneiras divertidas de criar alfabetos decorativos, incluindo letras do estilo GRAFITO (...)"
"(...) estranhos instantâneos da vida familiar, política e social, retratados à maravilha, por vezes, num – à primeira vista – insignificante GRAFITO (...)"
Chama-se GRAFFITI.
1.9.08
Aos meios de comunicação social e restantes...
25.8.08
Cartel entrevista UBER

// Porquê "Uber" e em que ano surgiu pela primeira vez na rua?
UBER: Surgiu a primeira vez na rua por volta de 94, não tenho bem a certeza, foi em forma de tag mas em casa já andava de volta das letras UBER à muito tempo. Primeiro na ideia de "urbe" e depois "uber" que quer dizer "sobre" em alemão e "fertilidade" em latim... a razão principal foi a forma das letras juntamente com o significado do ficar "up".
// É uma pergunta clássica mas as vivências são sempre distintas. Como era a cena do graffiti em portugal nessa altura?
UBER: Tranquila, sonhamos muito, pelo menos eu... antes das marcas, tu sabes...
// Mas o teu trabalho é inconfundível e é difícil um writer conseguir ser versátil mantendo sempre um estilo original e que se distingue dos demais...Numa altura em que a internet não existia e as revistas eram praticamente uma miragem, quais as principais fontes que encontraste para a tua evolução?
UBER: Viajei. Fui a Paris, a meca do graff europeu na altura, e estive lá nos bairros da periferia com uns amigos do Obey (na altura Kase), Barcelona, Londres...tirei fotos e comprei revistas, mas a minha influência foi sempre mais exterior ao graff e ao mundo Hip Hop. Mais BD onde era aficionado pela cena brasileira, "chiclete com banana"...
// Partilha uma daquelas experiências que só se viviam mesmo na velha escola...
UBER: Hmmm.... estar a pintar em Campolide (wall of fame) e passar o Sampaio (na altura presidente da Câmara) com o seu filho, e ficaram a observar-me a pintar e a comentar o traço e tal...eheheh
// Embora inactivo desde 2000 continuas uma referência presente no graffiti nacional. Paraste...porquê?
UBER: Parei por múltiplas razões, a cultura de consumo tinha revirado a cena genuina do graff e cada vez existia menos noção de conjunto, estava tudo disperso sem impacto positivo. Fui para fora e aproveitei para estudar a coisa, parei de fazer o que fazia mas estou bem activo e a iniciativa "As paredes do bairro" é exemplo disso (http://futurodasparedes.wordpress.com/). De resto como autor ando aí, faço as minhas cenas mas descoladas de "Uber" claro.
// Mas nestes oito anos, e estando atento ao que se vai fazendo e assistindo até a um novo "boom" em 2002/2003...a vontade de voltar ao activo existiu de certeza. O que faltou nesse momento para o regresso?
UBER: Estava em Roma, noutras danças...
// Como vês o graffiti português hoje? Achas que temos writers com qualidade para um reconhecimento mundial?
UBER: A cena hoje passa muito pela compreensão do que é ser writer, se implica fazer letras e pintar com a lata de spray ou se é uma atitude de apropriação do espaço publico de uma forma visual...eu fiquei bem contente quando vi a VSP, é pessoal que reflecte sobre o graff e a street art, incondicionalmente.
// Só podia terminar com uma pergunta dificil. Vamos ver novos "Uber's" ou não?
UBER: Eles andam ai... 
22.8.08
Just Writing My Name

HIPHOPORTO 2008
O evento "Just writing my name" chega, finalmente este ano, a Portugal. Com cerca de 20 convidados de Norte a Sul do País o meeting oficial da Montana insere-se no "Hipoporto 2008" na casa da Música.
Os sons são trazidos por DJ Pasta, Reflect, Skunk e Nerve, a que se junta a primeira presença feminina no HipHoPorto: Dama Bete, mestre-de cerimónias natural de Moçambique e que tem estimulado o hip hop feminino, lançando neste verão a estreia De Igual para Igual.
Destaque para a actuação dos Mind Da Gap, "a mais sólida formação de hip hop nacional" (Blitz) e que apresenta a digressão "Dar o Máximo - 2008", que os devolve aos palcos e ao contacto com um público cada vez mais abrangente.
Esta edição do HipHoPorto traz uma novidade absoluta no país, uma Battle de MPC, sessão dominada pela improvisação, trazendo os novos beats gerados em tempo real pelos produtores e expondo a sua criatividade.
Para curtir, na Praça da Casa da Música, no Porto, dia 13 de Setembro.
21.8.08
19.8.08
Museu Efémero do Graffiti

As paredes do Bairro Alto, em Lisboa, escondem um museu efémero. O "Movimento Acorda Lisboa" fez um levantamento das "obras de arte" e destaca na poluição visual os graffitis "que são verdadeiramente artísticos".
"Recolhemos ao todo cerca de 82 peças, e ficaram reunidas no portfólio do museu 33 obras de 33 artistas, nacionais e estrangeiros", contou à Lusa Daniel Oliveira, do "Movimento Acorda Lisboa" (MAL), para quem não se coloca a questão de graffiti ser ou não arte.
"Graffiti é arte, ponto final. É um meio que acaba por estar profundamente vivo, com diferentes estilos, expressões e artistas, pertencentes a diferentes gerações. Há vários meios de aplicação e diferentes mensagens. No Bairro Alto, vemos isso tudo junto. Temos peças de artistas que têm 20 anos e de outros de 50 e mais anos", defendeu.
No site do museu, www.museuefemero.com, está disponível para "download" um mapa, onde estão sinalizadas todas as obras, bem como um "podcast", com explicações sobre as mesmas. Numa das peças expostas, da Dalaiama, equipa de duas graffiters portuguesas, vemos gaivotas e circunferências estaladas.
Daniel Oliveira explica que esta é uma obra "profundamente política". "As gaivotas da liberdade e os ovos dos quais estala o capitalismo já foram pintados à frente de centros comerciais. É uma expressão política de Esquerda", esclareceu.
O MAL começou por demarcar a zona do Bairro Alto, "que funciona como uma montra pela visibilidade que lhe está associada", mas é possível que o projecto seja ampliado a outras zonas da cidade. Incentivar o vandalismo não é o objectivo do Museu Efémero.
"Não é este projecto que vai incentivar o que quer que seja, a vontade está lá. O projecto serve mais para destacar a qualidade de certos trabalhos, para que não sejam tapados por "tags" ou cartazes", afirmou.
Mas nem sempre é possível que isso aconteça. Uma das obras do museu, "Girl with a teddy" ("menina com ursinho"), do norueguês Dolk, um graffiti pintado em papel e posteriormente colado na parede, desapareceu há uns dias. "Foi até agora a única baixa".
Entre as peças mais antigas do museu está "Amália", um stencil sobre papel do francês Jef Aerosol, colocado numa parede da Travessa da Queimada, há cerca de dois anos. A obra, onde se vê Amália Rodrigues a tocar guitarra portuguesa, está à venda numa galeria de Lyon, em França, e foi espalhada pelo artista em vários locais da capital.
O facto de "Amália" ter sobrevivido tanto tempo nas paredes do Bairro é, para Daniel Oliveira, "uma prova de que já se distingue a verdadeira arte".
*Fonte: Jornal de Notícias - 12.08.2008



